17 de junho de 2011

Vortex



Pedia de esmola um poema

mendigava o verdadeiro pão

partilhava o coração

para fugir ao menino assustado que era

regressava de onde sempre irá partir

absolutamente anónimo

trabalhando para a minúscula alegria

alimentava a árvore que à noite floria

como um amiga verdadeira

profundíssima na sua carne

e a arvore agradecida

era nos braços do vento a palavra

que com os seus ramos

falava ás estrelas

6 comentários:

AnaMar (pseudónimo) disse...

Reconfortante descobrir que as mãos continuam por dentro do corpo.
Adorei este poema.

© Piedade Araújo Sol disse...

turbilhão de sentimentos e memórias.
boa semana!
beij

De Amor e de Terra disse...

Tal como os ramos da sua árvore, também os olhos vivem falando às estrelas.


Obgd. pela visita.
M.M.

manuela baptista disse...

falava às estrelas

e às pessoas


...grata, pelo seu comentário no meu blogue!

manuela

Eva Gonçalves disse...

Vim retribuir a visita e gostei!Abraço

Fragmentos Culturais disse...

... um poema em que as palavras deixam percorrer a sensibilidade de quem as sente!

Memórias de um tempo que não se apaga...

Sensibilizada pela visita a 'fragmentos'!

Foi um prazer!