19 de janeiro de 2012

O Anjo Caótico



Com estas mãos que escreveram o teu nome e não duvidaram

chamavas-te noite e eras minha

o teu rosto uma multidão de estrelas de passagem

luzes que do céu fizeram a miragem

caída em terra agreste

do celeste fogo só sobraram

os estragos grandes e vastos da falsa Primavera

e mesmo assim a árvore floriu difícil

deu um fruto só e lágrimas orvalharam a folhagem

de verde sangue o corpo penetraram fundo

o poema áspero a negro desenhado

do ido que não foi no já agora.

5 comentários:

Margarida Costa disse...

Anjos caóticos ou magnificos, a verdade é que cada um deles tem a sua beleza... Uma beleza emocionante!

heretico disse...

e mesmo assim os poetas cantam!

belíssimo.

abraços

. intemporal . disse...

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. há sempre um oásis . em cada palavra Sua .

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. abraço .

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Ana Paula Afonso disse...

Gosto muito!

© Piedade Araújo Sol disse...

os anjos tb se perdem...