14 de setembro de 2011

Cortas a Boca do Tempo

Jan Blencowe


Cortas a boca do tempo

para poderes dizer

a intima festa da palavra

faz-se sem o corpo

dos limites das mãos

à rebentação nos olhos

o coração é mar

as ondas perfuram o silencio

como estacas na pele

verte a maré

o sangue todo

âncora em fogo

a cabeça entre as mãos

e o sémen sentido

3 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema muito sensual.

gostei!

um beij

heretico disse...

"invejável" poema.

muito belo.

abraços

Lilazdavioleta disse...

muito bom o poema
assim como a imagem .